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Ratinho Júnior aparece em cenário nacional
Governador do Paraná surge competitivo em levantamento, mas especialistas avaliam limites de sua viabilidade presidencial
Por Redação Rádio Mosquito Show
Publicado em 06/02/2026 08:37
Política
Divulgação/Governo do Paraná

O levantamento divulgado pela pesquisa Meio/Ideia reacendeu o debate sobre a chamada terceira via na disputa presidencial.

Embora tenha sido amplamente repercutido, especialistas lembram que o estudo não se enquadra formalmente como pesquisa de intenção de votos registrada na Justiça Eleitoral, mas sim como um teste de cenários.

Ainda assim, os números ajudam a medir a percepção inicial do eleitorado diante de nomes fora da polarização entre Lula e Bolsonaro.

Ratinho Júnior aparece como o mais competitivo entre os candidatos da terceira via, alcançando 38% contra 45% de Lula em uma simulação de segundo turno. Esse desempenho, superior ao de outros governadores testados, indica que o paranaense teria alguma chance de avançar caso se lançasse à presidência, especialmente se conseguisse transformar o reconhecimento de seu nome em apoio consolidado.

No entanto, analistas ponderam que a viabilidade depende de estrutura nacional de campanha e de rompimento da lógica polarizada que ainda organiza o voto.

Apesar da visibilidade, há quem avalie que a candidatura ao Senado pelo Paraná poderia ser mais vantajosa para Ratinho Júnior.

O estado é considerado reduto eleitoral sólido, e a disputa por uma cadeira no Senado garantiria projeção nacional sem os riscos de uma campanha presidencial marcada por forte rejeição e altos custos políticos.

Essa alternativa poderia preservar seu capital político e abrir espaço para futuras disputas em âmbito federal.

Em resumo, o levantamento mostra que Ratinho Júnior larga em posição melhor que outros nomes da terceira via, mas não garante que ele teria fôlego suficiente para chegar ao segundo turno.

A decisão sobre qual caminho seguir dependerá da leitura estratégica de seu grupo político: apostar em uma candidatura presidencial de alto risco ou consolidar influência nacional por meio de uma eleição ao Senado, onde as chances de vitória são mais concretas.

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