As empresas estatais brasileiras encerraram 2025 com um déficit primário de R$ 5,87 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central, o segundo pior resultado desde 2001, atrás apenas do recorde negativo de 2024. O levantamento inclui estatais federais, estaduais e municipais, mas exclui Petrobras, Caixa e Banco do Brasil.
A maior parte do rombo veio das companhias federais, com saldo negativo de R$ 5,1 bilhões, enquanto as estaduais registraram déficit de R$ 336 milhões e as municipais, de R$ 400 milhões.
Técnicos do governo atribuem a redução do prejuízo em relação às estimativas ao atraso no repasse de R$ 12 bilhões aos Correios, liberados apenas no último dia útil do ano.
Para 2026, a meta fiscal prevê novo déficit de R$ 6,75 bilhões, mas o governo Lula já garantiu folga extra de R$ 10 bilhões para reestruturação dos Correios, o que pode elevar o rombo autorizado a R$ 21,75 bilhões.
Apesar do cenário, o Executivo sustenta que o déficit não compromete a saúde financeira das estatais, desde que mantenham lucro operacional.
Fontes: Banco Central, Revista Oeste, Agência Câmara de Notícias