Offline
MENU
Novelista Manoel Carlos morre no Rio aos 92 anos
Autor consagrado da Rede Globo, criador das “Helenas” e cronista da classe média carioca, deixa legado de novelas marcantes e personagens inesquecíveis.
Por Redação Mosquito TV
Publicado em 11/01/2026 06:49
Entretenimento
Reprodução/TV Globo

O novelista Manoel Carlos, um dos mais importantes autores da televisão brasileira, morreu aos 92 anos no Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada pela produtora Boa Palavra, da filha Júlia Almeida. A causa da morte não foi divulgada, e o velório será restrito à família e amigos próximos, em cerimônia discreta. O local do enterro ainda não foi informado.

Manoel Carlos iniciou sua carreira artística nos anos 1950 como ator no Grande Teatro Tupi, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto. Pouco depois, migrou para a escrita e se consolidou como autor de novelas e minisséries. Sua primeira grande obra televisiva foi “A Presença de Anita”, que marcou época e abriu caminho para uma trajetória de mais de quatro décadas na Rede Globo.

Ao longo da carreira, escreveu mais de uma dezena de novelas exibidas no horário nobre, sempre ambientadas na Zona Sul do Rio de Janeiro, especialmente no Leblon. Suas protagonistas femininas, invariavelmente chamadas Helena, tornaram-se uma marca registrada. Segundo o autor, o nome simbolizava mulheres fortes, complexas e contraditórias, capazes de conduzir tramas familiares e dilemas morais.

Entre as atrizes que interpretaram suas Helenas estão Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni, Taís Araújo, Júlia Lemmertz e Maitê Proença. Cada uma delas deu vida a personagens que se tornaram referência na teledramaturgia nacional. “Mulheres Apaixonadas”, exibida em 2003, é considerada sua novela de maior audiência, alcançando índices superiores a 40 pontos no Ibope.

Manoel Carlos também foi responsável por minisséries e séries, além de textos que dialogaram com o teatro e o cinema. Sua obra foi avaliada pela crítica como retrato fiel da classe média carioca, destacando-se pela habilidade em criar diálogos realistas e personagens densos. Temas sociais como doenças, preconceitos e dilemas familiares eram frequentemente incorporados às tramas.

O autor trabalhou por mais de 40 anos na Rede Globo, tornando-se um dos pilares da dramaturgia da emissora. Sua última novela foi “Em Família”, exibida em 2014. Com sua morte, a televisão brasileira perde um cronista sensível e um criador de personagens que marcaram gerações, mas seu legado permanece vivo na memória dos espectadores e na história da teledramaturgia.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!