O reajuste das aposentadorias em 2026 trouxe alívio parcial aos beneficiários do INSS.
Quem recebe acima do salário mínimo terá aumento de 3,9%, enquanto o piso nacional subiu para R$ 1.621,00, com ganho real de 6,79%.
A correção segue a regra do INPC, que recompõe apenas a inflação, sem garantir aumento do poder de compra.
Apesar da correção, a fila para concessão de aposentadorias continua sendo um desafio.
O governo promete acelerar análises com digitalização e mutirões, mas não apresenta prazo concreto para eliminar a espera.
A pressão cresce diante do envelhecimento da população e da necessidade de maior eficiência administrativa.
Outro ponto crítico é o ressarcimento das vítimas da fraude que atingiu milhões de aposentados e pensionistas.
Até janeiro, mais de R$ 2,8 bilhões foram devolvidos a 4,1 milhões de beneficiários.
O prazo para contestar descontos indevidos termina em fevereiro, e ainda há pessoas que não solicitaram a devolução.
CPMI do INSS - No Congresso, a CPMI do INSS investiga o esquema de fraudes que pode ter causado prejuízo superior a R$ 6 bilhões.
A comissão retoma os trabalhos em fevereiro e deve ser prorrogada até maio.
O relatório final deve propor indiciamentos e mudanças legais para reforçar a fiscalização sobre bancos e entidades envolvidas.
As investigações já identificaram movimentações suspeitas de R$ 1,2 bilhão, mas o rombo total ainda está em apuração.
O caso expõe fragilidades nos mecanismos de controle da Previdência e levanta questionamentos sobre a responsabilidade das instituições financeiras que facilitaram os descontos indevidos.
Com reajuste limitado, fila persistente e fraudes bilionárias, o futuro da Previdência Social em 2026 depende da capacidade do governo de implementar reformas estruturais e garantir transparência.
A resposta às investigações da CPMI será decisiva para recuperar a confiança dos aposentados e assegurar a sustentabilidade do sistema. (Com informações da Agência Brasil, Agência Senado e do Portal r7)